Você é o “Neymar” da sua equipe no trabalho?

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A estrela de um time de futebol faz o gol e é seu nome que a torcida grita. É assim com o Neymar. Mas, o craque da seleção brasileira não conseguiria a fama se não tivesse um bom jogador no meio de campo e o apoio do defensor, certo?

O mesmo acontece em uma empresa. Os craques do departamento comercial não conseguiriam aumentar as vendas sem o auxílio dos outros profissionais da equipe, ou seja, sem a ajuda do pessoal que “carrega piano” nos bastidores da companhia.

Por isso, Sócrates Melo, diretor da Robert Half defende que profissionais “da bola” e do mundo corporativo dividem mais semelhanças comportamentais do que se imagina.

Segundo ele, é possível traçar um paralelo entre as características dos membros de “time” corporativo e o estilo de atuação dos jogadores de uma seleção de futebol.

Veja as características em comum e descubra quem é você no time da sua empresa.

O capitão

O capitão do time é o líder, sem necessariamente ser o gestor oficial da equipe de trabalho. “É alguém que naturalmente é visto com líder”, diz Melo. É quem sabe apoiar os colegas, tem experiência, já passou por muita coisa e consegue transmitir tranquilidade quando os nervos estão à flor da pele.

Pontos fortes: Inspira as pessoas, tem boa comunicação e capacidade de enxergar soluções tendo em vista suas experiências passadas.
Pontos de atenção: “o risco é esse potencial de liderança ficar escondido quando não é estimulado ou não consegue espaço”, diz Melo.

Thiago Silva em jogo contra o Japão na Copa das Confederações

O experiente

“É alguém que já viveu muita coisa, e isso não necessariamente está atrelado à idade”, diz Melo. Poucas situações teriam o poder de abalar alguém deste estilo. “É uma pessoa confiável e requerida para dar opiniões. Pode ser uma peça essencial na equipe”, diz Melo.

Pontos fortes: alto grau de conhecimento e experiência. Compartilha suas vivências abertamente e fornece soluções.
Pontos de atenção: pode ficar frustrado se não receber a atenção e autonomia. “Esse risco é para ele e também para a operação da empresa”, diz Melo.

Júlio César, atual goleiro da seleção

A estrela do time

Toda equipe tem aquela pessoa considerada um talento. “São pessoas que se destacam naturalmente e são induzidas a usar todo o seu potencial”, diz Melo.

Pontos fortes: além de se destacarem pelos resultados, os craques do time fazem com que outras pessoas da equipe, mesmo que medianas, brilhem também. Gostam de desafios .
Pontos de atenção: o risco é subir no pedestal e se preocupar mais com o próprio “umbigo” do que com a equipe, segundo Melo.

Neymar comemora gol na vítoria da seleção brasileira sobre o Japão no jogo de abertura da Copa das Confederações

O novato

São profissionais que trazem um novo olhar para métodos e procedimentos. “Olham para fora da caixa, não estão no vício do processo”, diz Melo. Revigoram a equipe e, em geral, chegam bastante motivados.

Pontos fortes: sugere novidades e tem disposição em aprender. Pode ter potencial para se transformar na estrela do time.
Pontos de atenção: há risco de não seguir as normas ou ficar desmotivado com a falta de empenho dos colegas mais veteranos em solucionar problemas.

O jogador Bernard em treino da seleção para a Copa das Confederações

O técnico

É o gestor oficial e o líder, por excelência. Responsável pela tomada de decisões, em última instância, é a sua a responsabilidade pelos resultados da equipe. Conhece os participantes do seu time e determina os papéis de cada um no time.

Pontos fortes: sabe promover um ambiente saudável de trabalho, além de ter a capacidade de identificar os talentos individuais e criar uma equipe em que cada um consiga desenvolver ao máximo seu potencial.
Pontos de atenção: o risco para o líder é a equipe não conseguir os resultados desejados, aí o seu posto vai ser questionado, mesmo que ele seja competente, segundo Melo.

Técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, comemora vitória do Brasil sobre a Espanha, que garantiu o título da Copa das Confederações

O árbitro

“É o Caxias da equipe. A pessoa que entendeu as regras do jogo e que as segue fielmente”, explica Melo. Isso acontece por ser um profissional experiente que já viu os problemas que ocorrem com a falta de processos, segundo o diretor da Robert Half. Geralmente é uma pessoa ligada à liderança.

Pontos fortes: imparcialidade e senso de justiça. Sabe separar emoções de fatos e situações
Pontos fracos: se for muito rígido o risco é ir contra qualquer tipo de inovação. “Por isso, geralmente não é quem toma as decisões. Age como conselheiro do líder”, diz Melo.

Árbitro mostra cartão vermelho

Fonte: EXAME