Teve o celular roubado durante o Carnaval? Veja o que fazer para diminuir o prejuízo

image_pdfimage_print

celular_roubado

Uma situação comum para quem saiu para pular o Carnaval – ainda mais se você estava lá no meio da multidão atrás do trio elétrico ou do bloco – é perder o celular, seja por descuido, furto ou roubo. A seguir algumas dicas para quem passou por essa situação, acompanhe:

Bloqueio do aparelho

Desde 2000 existe um cadastro único que registra aparelhos que foram roubados, com o objetivo de impedir que sejam habilitados com novas linhas. O Cemi (Cadastro de Estações Móveis Impedidas), no último dia de dezembro de 2011, tinha cerca de 1,9 milhão de aparelhos bloqueados – número bem baixo se considerarmos os 242 milhões de linhas celulares no país.

Assim como você tem um R.G, seu aparelho celular tem um número único de identidade no mundo, chamado de IMEI (International Mobile Equipment Identity). É com esse número que é possível bloquear seu aparelho: o problema é que ele está, geralmente, atrás da bateria do celular(impossível de ver depois de ser roubado) ou na nota fiscal (que você guardou em alguma gaveta e nem sabe mais onde está).

Então, se você está lendo esse trecho do texto, pare tudo e corra atrás do seu IMEI. Deixe anotado em um local de fácil acesso (dica: envie um email para si mesmo com o seu IMEI).

Anotou direitinho?

Desde abril de 2010, para cadastro no Cemi não é mais preciso apresentar o Boletim de Ocorrência à sua operadora. No primeiro contato, a empresa faz um bloqueio temporário. Para torná-lo permanente, você deve comparecer a uma loja da operadora e assinar um termo de responsabilidade em até 48h do comunicado da perda, furto ou roubo ou, se preferir, encaminhar o B.O à empresa (no Estado de São Paulo, ele pode ser feito pela internet em caso de furto ou perda).

Bloqueio da linha

Antes de bloquear o aparelho, a primeira atitude a ser tomada é bloquear a sua linha de celular – isso impede, no caso de donos de linhas pré-pagas, que o ladrão gaste todos os seus créditos. No caso de linhas pós-pagas, a conta mensal ainda será enviada para você, mas pelo menos quem ficou com seu celular não gastará a franquia do seu plano.

Cada operadora tem um procedimento próprio para o bloqueio da linha, mas em geral ele pode ser feito por telefone pelo serviço de atendimento ao consumidor (não se esqueça de anotar sempre o protocolo de atendimento). Veja abaixo cada caso específico:

Claro

Em caso de roubo, furto ou perda do aparelho celular, o cliente deve entrar em contato imediatamente com o Serviço de Atendimento ao Cliente da Claro, pelo número 1052, de qualquer telefone e solicitar o bloqueio da linha ou, ainda, realizar a suspensão da linha pelo site da Claro, na seção Minha Claro. O bloqueio também pode ser feito nas lojas. Para clientes Claro Conta, a Claro permite que o cliente adquira novo aparelho no valor referente ao plano contratado caso já tenha cumprido, no mínimo, seis meses da carência vigente. Neste caso, o cliente deve entrar em contato com o Serviço de Atendimento da operadora e, posteriormente, apresentar o boletim de ocorrência na loja. Ele também deve estar adimplente e não ter participado da Política de Perda e Roubo nos últimos 12 meses.

Oi

Em caso de perda ou roubo do aparelho, os clientes Oi devem acessar a Minha Oi no endereço www.oi.com.br ou entrar em contato com o call center da operadora discando *144 de um celular Oi ou 1057 de um telefone fixo para bloquear a linha e solicitar a segunda via do chip.

TIM

O bloqueio da linha roubada deve ser feito via call center. O cliente disca 1056 de qualquer telefone ou *144 de qualquer celular TIM. Vale ressaltar que o prazo máximo para o bloqueio da linha, sem que se faça o cancelamento, é de 120 dias. Se o cliente não tiver conseguido outro aparelho nesse período, deve entrar em contato com a TIM novamente antes que o prazo se esgote.

Vivo

O bloqueio de aparelhos celulares, em caso de roubo, é realizado pelo serviço de atendimento da empresa pelo telefone 1058 (ligação gratuita), que funciona 24 horas em todos os dias da semana. O aparelho roubado será bloqueado e não será habilitado por nenhuma outra operadora.

No entanto, é preciso ficar atento ao prazo para reativação da linha bloqueada – afinal, pode se tratar de um número que você tem há muito tempo – que varia de 60 a 150 dias dependendo da operadora.

Esse era o caso da assessora Karolina Dirani, 32, que teve o celular furtado, mas perdeu a linha por um erro de informação da atendente da operadora. “Ela disse que eu tinha até seis meses para desbloquear a linha, porém o correto era ter dito três. Perdi uma linha que tinha há dez anos por isso”, relembra.

Uma amiga ligou para o número antigo e avisou Karolina que um homem havia atendido a ligação. “Quatro meses depois, percebi o erro. Procurei um advogado, mas ele disse que sem o número do protocolo de atendimento seria difícil provar o erro da atendente.”

Rastreamento

Para quem usa smartphones, alguns aplicativos realizam o rastreamento dos aparelhos. Se você foi roubado, é totalmente desaconselhável sair sozinho em busca do celular – procure ajuda da polícia.

Em um caso recente (e cada vez mais comum), a Polícia Civil de São Paulo prendeu três suspeitos que haviam roubado, além de um iPhone, laptops das vítimas. O celular da Apple levado pelos ladrões pôde ser rastreado pelo Find My iPhone. O delegado do caso, Noel Rodrigues de Oliveira Júnior, afirmou que já era a terceira vez que prendia assaltantes usando o aplicativo de rastreamento.

Já o publicitário Vitor Rosalem, 27, havia apenas esquecido seu iPhone em um táxi, pego à esmo na rua, indo para o trabalho.

Além de usar o aplicativo Find My iPhone, Rosalem teve de contar com sua própria astúcia para recuperar o aparelho: percebeu que o taxista parava sempre na mesma rua, presumiu que ali seria o ponto do táxi e, vendo imagens no Google Street View, descobriu o telefone de lá.

“Liguei para ele, que ficou espantado por eu ter descoberto o contato. Ele também ficou surpreso quando eu disse que sabia que o iPhone estava numa rua no bairro de Santana, onde ele mora”, conta.

Veja alguns aplicativos que ajudam a rastrear dispositivos móveis:

Buscar meu iPhone ou Find my iPhone

Antes pago, o aplicativo Buscar meu iPhone (ou Find my iPhone) localiza vários gadgets da Apple (o próprio iPhone, o iPad, o iPod touch e computadores com o sistema operacional Mac). Após instalá-lo, basta o usuário configurar sua Apple ID (login que usa para sincronizar arquivos no programa iTunes) e associar os dispositivos que quer monitorar. Com ele, é possível ver em um mapa o local onde o gadget está, reproduzir um alarme, bloquear o dispositivo ou até apagar todos os dados pessoais remotamente

Gadget Trak

Pago (custa US$ 3,99), o aplicativo para gadgets da Apple dá a localização do smartphone e ainda tira uma foto do usuário. Ele inicia o processo de captura após o “ladrão” tentar digitar a senha para desbloquear o telefone por certo número de vezes. O programa envia informações para a “vítima de roubo” por e-mail e ainda permite a configuração de outros dispositivos da Apple.

Lookout Security & Antivirus

O Lookout Security & Antivirus faz “barba, cabelo e bigode” em smartphones com o sistema Android ou iOS, da Apple. Ele tem um sistema de antivírus, outro para backup de arquivos e um localizador de telefone em um só aplicativo. A versão gratuita do programa, apesar de limitada, oferece recursos básicos como proteção contra vírus, backup de arquivos e contatos e localização do smartphone (ele também permite que o usuário, pela internet, acione um alarme no telefone para ajudar na localização). O programa é gratuito.

NetQin Securirity & Anti-virus

O NetQin Security & Anti-virus, como o Lookout Security, é um “canivete suíço” para aparelhos Android. A versão gratuita tem a opção de localizar o smartphone e de notificar o usuário de alterações no SIM Card. Além de “achar” o aparelho, o programa tem opção para otimizar o sistema (eliminando programas que funcionam em segundo plano, por exemplo), funciona como antivírus e ainda tem a opção de monitoramento de tráfego de dados.

Android Theft

Gratuito, o aplicativo para celulares Android ajuda a monitorar a localização do smartphone em caso de perda. Com interface em português (muito mal traduzida, diga-se de passagem), o programa fica rodando em segundo plano no aparelho. O usuário consegue achar o telefone digitando login e senha no site da desenvolvedora do aplicativo. Outro recurso do Android Theft é o de tirar uma foto da pessoa que está com o aparelho, porém, a empresa avisa que ainda está em fase de desenvolvimento.

Seguro

Uma alternativa pouco conhecida, válida principalmente para quem possui um smartphone caro e se expõe muito aos riscos (como andar na rua e passar frequentemente por locais onde há assaltos), é fazer um seguro.

Em um deles, assim como ocorre em uma cobertura para veículos, o valor de mercado do aparelho móvel e o tempo de depreciação (idade) são avaliados para calcular o preço da apólice. “Em média, é cobrado cerca de 15% do preço do aparelho”, explica Miguel de Souza Valério, corretor da Porto Seguro. No caso específico da seguradora, não é cobrada franquia em caso de sinistro.

A cobertura, no entanto, só é válida para casos de roubo (ação praticada com violência contra uma pessoa ou sob grave ameaça) e furto qualificado (quando há destruição ou rompimento de obstáculo, como por exemplo arrombamento de uma casa, para subtração do bem). É preciso também apresentar o Boletim de Ocorrência à seguradora para que a empresa avalie o caso e conceda o valor de cobertura da apólice para a compra de um novo aparelho.

Outra modalidade de seguro, oferecido pelas operadoras no ato da compra do smartphone e fornecido por seguradoras terceirizadas. É cobrado um valor mensal (de cerca de R$ 20).

Foi por essa proteção que optou Marília Rangel, 28, coordenadora de mercados, quando teve seu iPhone 3GS furtado em 2009 dentro de uma loja de um shopping na zona oeste de São Paulo. “Não fazia nem um ano que eu tinha comprado o celular. Cheguei a voltar à loja, que estava vazia quando tudo aconteceu, mas a vendedora disse que não tinha visto nada”, lembra. Ela saiu de lá direto para a loja da operadora para fazer o bloqueio da linha e, posteriormente, fez o do aparelho. “Comprei outro iPhone 3GS e fiz o seguro por R$ 16 por mês, para não ter outro prejuízo”, explica.

Fonte: UOL