Mobile já responde por 7% da audiência dos sites de notícias, diz IVC

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Os smartphones e tablets já respondem por 7% da audiência dos sites de notícias auditados pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC). Em janeiro de 2011, os dispositivos móveis respondiam por apenas 0,6% das impressões de páginas, contra 7% em janeiro de 2013. E esse índice continua aumentando. Em fevereiro deste ano, a participação foi de 8%. Contribuiu para isso o expressivo crescimento do acessos internacionais, via tablets (5,8%) e smartphones (20,1).

Já as redes sociais, que despontaram em 2011 como grandes redirecionadores de tráfego, acabaram não apresentando um crescimento expressivo, mantendo-se abaixo dos  10% entre as quatro categorias analisadas: acesso direto, busca, redes sociais e outros.

O destaque é a inversão de importância do Twitter e do Facebook. Em janeiro de 2011, o Twitter era o maior gerador de tráfego. Em Janeiro de 20133, o maior gerador entre as redes sociais passou a ser o Facebook, embora o Twitter continue gerando mais visitas a partir dos smartphones e leve pequena vantagem nos acessos via tablets.

Participaram do estudo 60 dos 75 filiados do IVC, segundo João Torres, gerente de comunicação do instituto. Entre eles estão os principais jornais do Brasil, com exceção da Folha de São Paulo, e algumas das principais revistas, com exceção das publicações de Editora Globo e alguns títulos da Editora Abril. E as análises têm como fonte primária os dados brutos dos logs gerados por webanalytics, repassados  pelos veículos de comunicação ao IVC. Os sites utilizados no estudo são, portanto, sites de notícias, exclusivamente, alguns deles integrantes de grandes portais.

João chama a atenção para o fato de o crescimento dos dispositivos móveis como o meio de acesso a Internet apontado no estudo não levar em conta, ainda, os aplicativos de cada veículo, o que provavelmente tornaria o crescimento mais vigoroso. O IVC considerou apenas os acessos via browser.  “Ainda estamos no preparando para medir o uso das apps no acesso a informações digitais”, conta o executivo, ressaltando que o instituto já iniciou um trabalho junto aos fornecedores de plataformas/desenvolvedores de apps de notícias _ como Adobe, Digital Pages, etc _  para credenciá-los e pré homologar formatos de geração de informações para auditoria.

“Nos Estados Unidos a Adobe já fez algumas experiências junto com o IVC nesse sentido, e a ideia foi bem recebida pelos fornecedores aqui. O próximo passo é envolver os próprios veículos, para que os apps já sejam criados prevendo a geração de dados para auditoria”,   diz João, ciente de que esse será o maior obstáculo a ser superado, já que muitas empresas têm receio de abrir os números, considerados por elas ainda pouco expressivos.

Evolução de Unique Browsers
Como o foco do estudo é o mercado publicitário, a análise considerou duas métricas: Impressão de Páginas e Unique Browser, que representam volume e alcance dos veículos auditados. O volume de acessos aos 60 sites participantes cresceu, em média, 23% de janeiro de 2011 até janeiro de 2013.  O incremento por regiões aponta altas mais fortes nos estados do Nordeste (69%), Norte (41%) e Centro-Oeste( 32%). Já o número de dispositivos/browsers utilizados para acesso aumentou 18%. Esses dados  indicam uso mais frequente, com forte crescimento do volume, e alcance um pouco maior, crescendo a taxas menores na variação anual.

O estudo analisou ainda quais são os browsers e dispositivos mais usados. Entre os browsers, há um crescimento expressivo do Chrome (impulsionado também pelo crescimento do uso de dispositivos Android) e redução de uso do Internet Explorer (tabela abaixo). Isso teve reflexo direto no aumento do tráfego gerado a partir das ferramentas de busca sobre o tráfego direto, já que a barra de endereço dos browsers passaram a funcionar como a caixa de entrada das ferramentas de busca do Google e da Microsoft.

No caso dos smartphones e tablets, a utilização de browsers diferentes dos fornecidos junto com o aparelho ainda é pouco comum. Nos gráficos a seguir, podemos perceber aumento considerável do sistema operacional Android entre os smartphones e tablets, superando o iOS no início de 2012 em impressões de páginas e no fim de 2012 em Unique Browsers.  “Mas a perda de share da Apple não quer dizer que os acesso via iPhone tenham diminuído. Cresceram. A questão é que houve aumento de consumo a partir de outras plataformas Android _ notadamente equipamentos Samsung, Motorola e LG _ que, juntas, ampliaram a participação do sistema operacional da Google.

Entre os dispositivos, os PCs concentram maior utilização no horário comercial (dias de semana, das 8h às 18h). Já os smartphones são usados de modo uniforme ao longo do dia e da noites, com picos de acesso nos horários de maior mobilidade (8h, 13h e 19h). Os tablets, por sua vez, são utilizados de maneira mais uniforme no horário comercial, com intensificação de acesso às 8h e durante a noite, a partir das 19h.  Nos fins de semana os três dispositivos apresentam usos semelhantes: 0 pico de acesso começa às 10h e se mantém elevado até às 23h, com prime time às 20h.

Segundo João Torres, os usuários de tablets passam mais tempo nos sites acessados. “É uma leitura mais demorada”, afirma.