Google usa inteligência artificial para descobrir quantas calorias há em uma foto de comida

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Já se perguntou alguma vez quantas calorias há naquele prato de comida que alguém publicou no Instagram? Você pode até ser que não, mas alguém no Google aparentemente teve essa dúvida – e um novo projeto da empresa, apresentado recentemente durante o Rework Deep Learning Summit, pode respondê-la apelando para a inteligência artificial.

O nome da ferramenta é Im2Calories, e quem a mostrou durante o encontro para especialistas na área de IA foi o cientista Kevin Murphy. De forma resumida, a aplicação utiliza “algoritmos dedeep learning [ou aprendizado profundo, em tradução livre] para analisar uma foto de comida e estimar quantas calorias há no prato”, de acordo com uma reportagem da Popular Science. A imagem não precisa nem ser de alta qualidade, e mesmo uma do Instagram funciona.

De acordo com o texto, o sistema é capaz de identificar os elementos de uma refeição – dois ovos, duas panquecas e três fatias de bacon em um exemplo –, medi-los de acordo com as proporções do prato e ainda considerar os condimentos. Com isso, ele calcula as calorias (possivelmente com base em alguma tabela, como as da Food and Drugs Association dos EUA) e pode facilitar a vida de usuários que estão seguindo uma dieta, por exemplo. E este é justamente uma dos objetivos de Murphy com a ferramenta, cuja tecnologia também pode ser útil para nutricionistas e outros especialistas da área de saúde.

O Im2Calories, porém, está longe de funcionar perfeitamente, como o próprio cientista deixou claro durante a apresentação. Mas isso não é exatamente um problema, porque a ideia é justamente fazer com que ele aprenda conforme mais dados são fornecidos a ele. Os usuários podem corrigir a aplicação caso ela confunda algum alimento, e quanto mais pessoas fizerem isso, mais a capacidade de análise será aprimorada.

Parece arriscado, visto que aplicações que seguem esse método de crowdsourcing demoram a engrenar – isso quando conseguem. Mas Murphy acredita que se a ferramenta funcionar bem em 30% das vezes, usuários começarão a adotá-la e a tecnologia poderá evoluir cada vez mais. O cientista, porém, não deu detalhes sobre disponibilidade e data de lançamento.

Fonte: INFO