Entenda por que o 3G brasileiro é tão ruim

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“A infraestrutura não acompanhou. Há um gargalo nas operadoras, não só nesta questão de volume de ERBs. Se você considerar que a AT&T, nos EUA, sozinha, tem mais ERBs do que as cinco maiores operadoras brasileiras numa área geográfica parecida, notamos que há carência”, afirma João Lopes Neto, dir. operações / BFT Telecomn.

“Uma lei de antenas únicas está parada no Congresso Nacional. Hoje, uma licença para conseguir uma ERB leva de 12 a 18 meses. Então, além da demora da operadora em agir, o prórpio Estado cria barreiras para instação das ERBs”, completa João Lopes Neto, dir. operações / BFT Telecom.

“Existem duas maneiras de resolver: uma, que é a principal, é partir para uma tecnologia de maior capacidade. A outra, que está ligada à melhoria da cobertura, são estas soluções de células menores. Por exemplo, a única maneira de garantir que um monte de usuários em um estádio da Copa possa navegar durante o jogo é tendo um esquema de antenas distribuídas e compartilhadas que aumentem muito a capacidade. Se você tiver só uma torre, não consegue atender nem 10% do tráfego”, analisa Eduardo Tude, presidente / Teleco.

“Nos Estados Unidos, a gente não suporta serviços ruins. Os brasileiros são muito mais tolerantes com a má qualidade do serviço”, afirma Kamran Kashi, CEO / Gladiator Innovations.

“Não é que o 3G não funcione; em certos momentos, ele é inexistente. Então não dá para confiar no 3G, inclusive em casa, onde é sempre bom estar com o wi-fi ligado. Quando você está fora do Brasil, percebe que a gente infelizmente se nivela por baixo e aceita com tranquilidade um nível baixo. Acho que a primeira coisa que tinha que acontecer no Brasil é a reclamação”, afirma Josef Prado, analista seg. informação.

“Vai levar um tempo para chegar naquela situação onde nós queremos, de ter tudo no celular numa velocidade agradável e satisfatória”, diz Tude.

Resta torcer para que a burocracia facilite o lado das operadoras e estas façam seu papel, quem sabe assim a gente tenha um 4G um pouco menos “manco” do que o legado que o 3G deixou para os brasileiros…

 

Fonte: OLHAR DIGITAL