Em teste inédito, computador quântico deixa PC na poeira

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Computação quântica adiabática

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Pela primeira vez, um computador quântico foi posto para competir com um PC comum – e o computador quântico deixou o computador clássico na poeira.

Sempre que se fala em computadores quânticos, os termos mais usados são “no futuro”, “quando se tornarem realidade”, “se puderem ser construídos” e coisas do tipo. Mas uma empresa canadense, a D-Wave, apresentou em 2007 um computador que ela afirmava fazer cálculos com base na mecânica quântica. Foi só em 2011 que a comunidade científica pôde pôr a mão na máquina e finalmente atestar que o processador quântico da D-Wave é realmente quântico.

Agora, Catherine McGeoch, da Universidade Amherst, nos Estados Unidos, foi contratada pela D-Wave para fazer um comparativo entre sua “computação quântica adiabática” e um PC comum. Segundo a pesquisadora, este é o primeiro estudo a fazer uma comparação direta entre as duas plataformas de computação: “Eu não estou dizendo que esta é a última palavra, mas é a primeira palavra, um começo na tentativa de descobrir o que [este processador quântico] pode e não pode fazer.”

Matemática pesada

O processador quântico, formado por 439 qubits de bobinas de nióbio, foi 3.600 vezes mais rápido do que o PC comum na execução de cálculos envolvendo um problema de otimização combinatorial – minimizar a solução de uma equação escolhendo os valores de determinadas variáveis. Esses cálculos são muito usados nos algoritmos dos programas que fazem reconhecimento de imagens, visão de máquina e inteligência artificial.

O D-Wave encontrou a melhor solução em cerca de meio segundo, enquanto o melhor desempenho do computador clássico rodou por meio hora para chegar ao mesmo resultado. A pesquisadora reconhece que não se tratou de um jogo totalmente limpo, já que os computadores genéricos geralmente não se saem tão bem contra processadores dedicados a resolver um tipo específico de problema. Por isso, segundo ela, o próximo passo do tira-teima será fazer a disputa entre o processador quântico adiabático e um processador clássico otimizado para esse tipo de cálculo – eventualmente uma GPU usada em placas gráficas.

Computador quântico deixa PC na poeira