A hora certa para trocar o celular

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É preciso ter certeza, pois nem sempre a nova versão vai satisfazer
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Com que frequência você troca o seu celular? Os aparelhos apresentam cada vez mais diferenças tão pequenas que a gente fica sempre na dúvida de qual a hora certa de trocar de modelo.

Uma pesquisa divulgada recentemente pelo grupo alemão GfK, especializado em análise de mercado, apontou que a tarefa de migrar para um novo aparelho fica cada vez mais difícil, principalmente entre os usuários do iPhone, da Apple.

Realizado em nove países, incluindo o Brasil, o estudo afirma que as barreiras na hora de adquirir um smartphone têm mais relação com a experiência pessoal do que com fatores como preço ou marca.

O professor Sandro Brasileiro, 40 anos, troca o seu aparelho, em média, uma vez por ano. “Sou muito ligado em tecnologia e também utilizo o softwares como trabalho. Sempre lançam novos aparelhos, acabo trocando pelo melhor e dando o mais antigo para minha esposa ou filha”, conta ele, que recentemente adquiriu um Xperia (Sony), com 12 megapixel e 8 gigas.

Como saber

O professor de sistema da informação Marcello Novaes, da Universidade Vila Velha (UVV), diz que um aparelho de celular funciona bem, sem nenhum problema, cerca de dois anos. “As empresas lançam novos modelos cada vez mais rápido. E as versões não costumam mudar muito de uma versão para outra. Então, dependendo do valor do aparelho e da necessidade, a mudança não é válida”, conta.

Ele ressalta que o cliente deve analisar se o celular esta atendendo ou incomodando em algum aspecto. “É preciso ter certeza que precisa de um novo celular. Porque nem sempre a nova versão vai satisfazer. Uma dica é ir à loja e analisar vários aparelhos para tirar as dúvidas sobre o desempenho”, sugere.

Marcelo diz que outros sinais para mudança são quando a bateria começa a acabar rapidamente ou a tela está quebra. “Existe a possibilidade de comprar bateria nova separado e as telas podem ser trocadas, apesar de nunca ficar a mesma coisa”, ressalta.

O tamanho da tela, a velocidade da resposta e o Touchscreens também devem ser analisados na hora de decidir pela troca.

O que analisar na hora da troca

Facilidades

Tela
Uma tela grande não quer dizer que, necessariamente, ela é boa. O melhor é checar se ele possui uma boa taxa de ppi (“pixels per inches” ou “pixels por polegada”, em português): o celular deve ter pelo menos 250 e 300 ppi para ser considerado bom

Velocidade de resposta
De nada adianta ter um smartphone com alta qualidade gráfica se ele possui atraso nos comandos feitos por você. Para isso, basta testar o aparelho por alguns segundos, arrastando telas de um lado a outro e abrindo aplicativos. Se o tempo de resposta for ruim, é melhor procurar outro modelo

Touchscreens e fragilidade
Se você é uma pessoa estabanada e possui um celular com teclado físico, apostar em um aparelho com telas de toque pode não ser uma boa ideia. Isso porque touchscreens são bastante frágeis mesmo com o famoso Gorilla Glass; logo, uma única queda pode trazer grandes prejuízos

Sistema operacional
Atualmente, o mercado de smartphones conta com quatro sistemas operacionais distintos para você escolher: Android, BlackBerry, iOS e Windows Phone. Cada um deles tem características próprias, como mais aplicativos disponíveis, interface voltada para executivos ou maior estabilidade. Resta a você testar e descobrir qual se encaixa melhor ao seu gosto

Qualidade de áudio e vídeo
Tirar fotos e gravar vídeos são dois dos principais usos dos aparelhos celulares atuais. Por isso, é essencial testar a câmera do dispositivo e checar se ele é capaz de filmar em alta resolução. E não se deixe enganar pelo número de megapixels, pois isso não quer dizer necessariamente maior qualidade

Fonte: GAZETA ONLINE